Que saudade de correr na
chuva que eu tava! “Vai sair com essa chuva pra cair, menina?”. Lá fui eu
encontrar com ela. Quando encontrei tive medo e voltei correndo. Ela me pegou.
Corri mais rápido. Fechei os olhos, corri, não precisaria parar. Não foi igual
ao dia que fugi de bicicleta, mas senti as gotas no rosto e respirei como há
muito não respirava.
Os últimos dias tem sido a
pão e água. Gosto da liberdade de escolher. Gosto da liberdade. Prefiro a
solidão quando opto por ela. E a saudade boa mesmo é quando você sente falta
daquilo que sabe que vai ter de novo; o resto é tortura. Que saudade de pedir hambúrguer.
Já pararam pra pensar que genial isso de delivery? Você liga... Eles entregam!
Em casa... Genial!
As tréguas do ócio eu
encontro nesses contatos com pessoas. O primeiro abraço do ano foi em quem não
gosta de abraço. Ou quem aprendeu a gostar. O ano começou com um selinho triplo
de meninas! Três meninas, meu Deus! O ano começou com poucas saudações. Pra uns
eu desejei trepadas, pra outros farras, pra outros dinheiro, sucesso, saúde,
paz, felicidades. Pra mim, amigos. Eu desejo o que eu acho ser melhor pra eles,
mas eu... Eu vivo por eles.
O ano terminou com algumas
verdades se expondo. “Eu perdi o meu medo da chuva!”. E assumo, quando eu digo
que eu não tenho medo da morte é mentira. Mas meu medo é de morrer sozinha,
sabe, sem ninguém pra contar pros outros como aconteceu, sem ninguém pra eu
olhar pela última vez e pensar que amei – besteiras! Meu medo é da solidão, na
verdade. Medo de não amar. A solidão é uma morte pra mim: tenho medo mas corro
em sua direção. É como a chuva. O não-amor também. A verdade é: quando eu
omito, desvio o olhar. Se querem me ajudar, prendam meu olhar. Escrevam sobre
mim.
Agora minhas unhas estão
grandes e bonitas e eu nem sei por que eu quis isso. Meu cabelo já nem é o mesmo.
As pessoas vão sendo felizes sem mim... Os raciocínios não seguem uma linha.

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