Talvez eu não tenha estado
sóbria o suficiente nos últimos dias para poder escrever e me custe muito
manter os olhos abertos devido ao sono. Eu falo de tanta coisa superficial,
explícita que me ler deve ser bobo. Falo do cotidiano, do que acontece, do que percebo.
Sabe-se lá se isso é poesia. Se é prosa; discurso religioso. Ou conversa fiada.
Subverto as regras da variante padrão, que em determinados ambientes devo
prezar, e incentivo uma variante, mescla de mineres e despreocupação. Que é o
que estou tentando ter. A preocupação é exagerada, confesso. Sigo traçando
metas para tentar alcançar uma calma. Desculpa, entende meu desespero. Tem dias
que é difícil mesmo e não é só o pré sangue que nos desestabiliza. Nessas horas
se respira e se deposita, no contato pessoal, a fé de uma calma. Vem cá, Ale,
ficar de boa, ouvir Betânia e me trazer tranquilidade nessa noite estranha.
Mas ô, esse friozinho não
cheira a café quente?
Às vezes eu penso que eu
devia ter mais autonomia e me desprender, não depender. Afinal, nem estamos
querendo as mesmas coisas. Mas às vezes eu penso que sim, estamos na mesma
sintonia. Por que é uma calma estranha constatar que, despretensiosamente,
acabamos encontrando pessoas que compartilham das nossas esquisitices. E que,
sei lá, alguma força nos atraiu para o mesmo caminho. Histórias tão diferentes
que se converteram pra uma noite de luz rosa – a noite era toda rosa! A sintonia às vezes se distancia. E, gente, é sério, eu realmente tenho medo de cobra. Não me chamem pra ir pro meio do mato. “Vamos no zoológico.
Lá você perde o medo.” Lá eu vejo as cobras atrás de um vidro. Não, não
adianta. É fobia. Desculpa de novo.
Com as mudanças, com as
decisões, com a coragem eu ganhei uma liberdade, mas ainda sinto falta de
rezar. Ô, Deus, me perdoa por levantar da cama nessa manhã chuvosa. Chuva que
atrapalha, mas pode ser propícia, dependendo do desejo. Com desejo é bem mais
fácil.
Agora, oficialmente, eu
carrego Minas no peito e tenho casa pra receber amigos. Tenho uma agenda, tenho
um beija-flor; e as barbas da Fafich andam pra me desestabilizar. Assim como as
unhas grandes. Quanto mais opções mais dúvidas. Se eu não citasse a Sarah é que
seria errado. “Honestamente, agora eu só queria descer minhas dez unhas já meio
descascadas numas costas aí." Na
verdade, é até bobagem eu escrever. Porque ela é quem diz. Dentre as opções,
escolher é se limitar. Não tem dúvida se tiver desejo. Com desejo é bem mais
fácil.
Descobri que meu ascendente
é gêmeos e agora tenho desculpa pra minha indecisão. Oscilação e possibilidades. Talvez, às vezes, assim,
Talvez meus dias estejam se
repetindo e seja tudo muito parecido. Ou talvez eu tenha escolhido ir buscar as
experiências, deixando de teorizar, e estas estejam acontecendo de uma forma
tão natural que não me causam estranheza. Escolhi ir, mas ainda escrevo, para
ver na minha frente, estruturado de fora, o que está em mim.
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