Novamente falam de inocência e me limitam por
querer me arriscar, e eu, influenciável, esqueço do meu sentimento de revolução.
Eu sou uma que esquece fácil e isso inclui tanto as nossas mãos dadas debaixo
do cobertor quanto o pertencimento errôneo a algumas definições. A auto crítica é
minha melhor forma de defesa. Esqueço também que eu mudei e aquilo pode não
mais servir pra mim. Mas, inevitavelmente, velhos fantasmas me perseguem como o
de não ter um dom.
Outro fantasma não dominado é o medo de nunca sentir saudade. E
eu digo que até agora não sinto mesmo. Sente falta? Me perguntam.
Não, quem escreveu para mim? Poderia ser uma resposta. Assim fica fácil de não se importar
com as partidas. Sinto que a cada volta eu estou menos conectada com a cidade
da minha mãe. Fui perdendo nas tantas vindas, na época que a Zero Cinquenta até me conhecia. Claro que gosto das mexericas direto nos pés e as
ameixeiras em flor. Mas gosto também do armário com coleção de garrafas que
universitários reclusos esvaziaram ao longo do tempo e da liberdade que esse
ambiente me proporciona.
De uma forma bem diferente desse tipo de falta, há tempos tenho sentido a ausência de alguma coisa estranha. Alguém, talvez. Sinto falta dessa alguma coisa que tem a ver com o que me faz escrever. Essa alguma coisa que venha para me bagunçar, pra me deixar sem saber como agir. Engraçado mas gosto é de gente que me faz perder o sono, que me faz sonhar a noite inteira e por aí vai. Que graça tem saber onde está pisando e não “ficar sem norte”?
Com esses especificidades de cada “etapa”, meu coração aos poucos volta a se expandir. E eu compartilhei com pessoas erradas quando ele se atrofiava. Talvez eu sempre soubera que o que cantávamos era mentira. Percebo que tenho várias feridas não cicatrizadas. Incrível como o cinismo não vira poesia.
De uma forma bem diferente desse tipo de falta, há tempos tenho sentido a ausência de alguma coisa estranha. Alguém, talvez. Sinto falta dessa alguma coisa que tem a ver com o que me faz escrever. Essa alguma coisa que venha para me bagunçar, pra me deixar sem saber como agir. Engraçado mas gosto é de gente que me faz perder o sono, que me faz sonhar a noite inteira e por aí vai. Que graça tem saber onde está pisando e não “ficar sem norte”?
Com esses especificidades de cada “etapa”, meu coração aos poucos volta a se expandir. E eu compartilhei com pessoas erradas quando ele se atrofiava. Talvez eu sempre soubera que o que cantávamos era mentira. Percebo que tenho várias feridas não cicatrizadas. Incrível como o cinismo não vira poesia.
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